
Bruno Sambado, Fundador da Tale House
O maior produtor nacional de audiobooks escolhe a IPSIS para a sua comunicação, num mercado que a Feira do Livro de Frankfurt classifica como dos menos desenvolvidos da Europa
A Tale House escolheu a IPSIS para assegurar a sua comunicação. A decisão acompanha a estratégia de crescimento da produtora, que pretende consolidar a sua posição no mercado nacional de audiobooks e alargar a presença nos segmentos de podcast e videocast corporativo.
Um relatório da Dosdoce, divulgado na Feira do Livro de Frankfurt, concluiu que se vendem mais audiolivros em língua portuguesa nos Estados Unidos do que em Portugal, indicador que a análise aponta como sinal da imaturidade do mercado nacional. No mesmo estudo, a APEL descrevia o mercado português de audiolivros como estando no seu início, ainda que a crescer ano após ano e a gerar oportunidades de negócio. É precisamente essa distância face a outros mercados que sustenta a aposta da Tale House: existe em Portugal capacidade produtiva instalada muito acima da procura atual.
A empresa dispõe, em Lisboa, de uma das maiores estruturas de produção de áudio do país: 400 metros quadrados, quatro estúdios dedicados à gravação de audiobooks e podcasts e dois estúdios destinados a videocasts. Trabalha com editoras e instituições como a LeYa, Porto Editora, Penguin, Tinta da China, a Livros Horizonte, a APEL, a Fundação Francisco Manuel dos Santos e a Impresa. Prepara também a produção de 50 obras de clássicos da literatura portuguesa em domínio público, integradas no Plano Nacional de Leitura e disponibilizadas gratuitamente através da BiblioLed.
“Portugal tem hoje estúdios, vozes e competência técnica ao nível dos melhores mercados europeus. O que ainda não tem é escala de procura, e isso não se resolve só com produção: resolve-se dando a conhecer o formato a editores, a marcas e ao público que ainda não experimentou. É esse o trabalho que queremos fazer com a IPSIS”, afirma Bruno Sambado, fundador da Tale House.
Para a IPSIS, a conta reforça a presença da consultora no setor dos conteúdos e da economia criativa, uma área em que a diferenciação técnica raramente se traduz, por si só, em visibilidade comercial.
“A Tale House tem em Lisboa uma infraestrutura que poucos players nacionais conseguem igualar e uma carteira de clientes que fala por si. O que falta é que o mercado saiba disso. O nosso trabalho é transformar essa capacidade instalada em posicionamento, e o posicionamento em negócio”, refere Nádia Novais, diretora-geral da IPSIS.
